terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

OLINDA PARTE III


OLINDA MOSTRA:



SEUS COQUEIRAS


















SUAS PRAIAS





PRAIA del CHIFRE












PRAIA DOS MILAGRES


PRAIA DO CARMO





PRAIA DE BAIRRO NOVO











PRAIA DE CASA CAIADA





PRAIA DO RIO DOCE







SEU ARTESANATO





SUAS LADEIRAS









SUAS IGREJAS








Mosteiro de São Bento










Igreja do Carmo















Igreja de Nossa Senhora do Rosário

dos Homens Pretos




















Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe


Enfeitada por igrejas, seminários e casarios, a cidade atrai

Visitantes de todas as partes do mundo. Quem

Chega a Olinda se encanta.
Os guias mirins são ótimas companhias para conhecer Olinda.

Explica de forma rimada e muito engraçada toda a história

Da cidade. Com eles, poderá se conhecer os Mercados da Ribeira,

Do Varadouro, o Mirante do Alto da Sé, o Seminário, o Museu de

Arte Sacra, entre outras construções que levam o visitante ao passado.
O circuito das igrejas também merece um destaque especial.

Existem inúmeras delas, dedicadas aos mais diferentes santos,

Além dos nichos espalhados pela cidade, que contam a trajetória

De Jesus até o calvário.

Fonte das informações: IBGE e Governo do Estado de Pernambuco
Crédito das fotografias: Governo do Estado de Pernambuco

MAIS, SOBRE A HISTÓRIA

DE OLINDA:

Em 1534, a Coroa portuguesa instituiu o regime de Capitanias Hereditárias. A Capitania de Pernambuco foi entregue ao fidalgo português Duarte Coelho, que tomou posse de sua capitania desembarcando, em 9 de março de 1535, na feitoria fundada em 1516, entre Pernambuco e Itamaracá. Pouco tempo depois, ele seguiu para o sul em busca de um lugar para se instalar. Encontrou um local estrategicamente ideal, no alto de colinas, onde existia uma pequena aldeia chamada Marim, construída pelos índios, instalando aí o povoado que deu origem a Olinda.

Um sítio protegido pela altura descortinando o mar, com um porto natural formado pelos arrecifes, água em abundância e terras férteis, e fácil de defender, segundo os padrões militares da época. O local era tão aprazível, que, conta-se, o nome Olinda foi dado a partir de uma frase dita por Duarte Coelho: “Ó linda situação para se construir uma vila”. Não se sabe o dia da fundação de Olinda; sabe-se que o povoado prosperou tanto, que em 1537, já estava elevado à categoria de vila. Em 12 de março de 1537, Duarte Coelho enviou ao rei de Portugal, D.João III, o Foral, carta de doação que descrevia todos os lugares e benfeitorias existentes na Vila de Olinda. Nas praias, a vila foi fortificada para a defesa e do alto das colinas se expandiu em direção ao mar, ao porto e ao interior onde ficavam os engenhos de açúcar.

Com o extrativismo do pau-brasil e o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar, Olinda tornou-se um dos mais importantes centros comerciais da colônia, enriquecendo a tal ponto que disputava com a Corte portuguesa em luxo e ostentação. O traçado urbano da vila configurou-se, ainda no século XVI, com a definição dos caminhos e com a ocupação dos principais promontórios pelos religiosos. Com a chegada das primeiras ordens religiosas - carmelitas, em 1580, jesuítas, em 1583, franciscanos, em 1585, e beneditinos, em 1586, foi feita também a catequização dos índios, de fundamental importância para a conquista definitiva das terras.

Em 16 de fevereiro de 1630, a Holanda invadiu Olinda e conquistou Pernambuco. Tomada a cidade, os holandeses se estabeleceram no povoado e ilhas junto ao porto e abandonaram Olinda. Em 24 de novembro de 1631, os holandeses incendeiam Olinda, após retirar os materiais nobres das edificações para construir suas casas no Recife, que começa a prosperar sob a administração holandesa. Em 27 de janeiro de 1654, os holandeses foram expulsos e iniciou-se a lenta reconstrução da Vila de Olinda.

MUDANÇA - Depois de 1654, não se pode mais mudar o destino do Recife, que passa a ocupar aquele lugar antes Olinda. Será o Recife a sede, embora não oficial, e Olinda, secundarizada, se reconstruirá lentamente, não tendo mais a importância que teve naqueles anos anteriores a 1630. Mapa de meados do século XIX revela uma cidade, título obtido em 1676, ainda com as mesmas dimensões da antiga vila. É bem verdade que se reconstruíram, de forma monumental, as suas casas religiosas. O mercantilismo presente no Recife e a racionalidade daquela nova relação, à luz do novo mundo dos séculos XVI e XVII venceram afinal. Olinda tem seu futuro traçado diante do crescimento da importância do Recife. O centro histórico (atual), nesses meados do século XIX, ainda se encontrava envolvido por propriedades rurais.

NOVO FLORESCER - Sendo Olinda lugar de moradias e onde estava instalada, desde 1827, a Academia de Direito, ela adquire certa importância com relação ao lugar de trabalho, o Recife. Mas é o interesse pelos salutares banhos de mar, recomendados pelos médicos, que lhe dá nova vida. Nova vida que é bem representada pelo interesse de uma ligação mais rápida, através de um trem urbano, com o Recife, esta se fez desde a Encruzilhada, por antigo caminho que existia desde o século XVI.

De princípio, os veranistas usavam casas de terceiros, alugadas para as temporadas de verão. Depois, são adquiridos imóveis e se torna hábito então morar na cidade, mesmo fora da temporada de veraneio. É o renascimento da cidade. Sente-se essa transformação naquelas casas próximas ao mar, onde elas se revestem com roupas ecléticas e, com as reformas das fachadas, são modernizadas. O que se restringia às áreas próximas às praias vai depois caminhar para as outras ruas da cidade. Uma transformação urbana que dá novo alento ao velho burgo. A água potável, levada às casas pela Companhia Santa Teresa, e a eletrificação, denotam a importância que readquire a cidade. Logo, o trem urbano é substituído pelos bondes elétricos, no início do século XX.






Títulos de Olinda


A Olinda moderna ostenta três títulos, todos a ela

Atribuídos em virtude de sua exuberante beleza

Natural e de seu valioso patrimônio em pedra e cal.

São eles:


Monumento Nacional - Lei federal n° 6863,

de 26 de novembro de 1980 (Lei Fernando Coelho)


O título foi atribuído a Olinda durante o governo militar

do presidente João Figueiredo e serviu para respaldar o

encaminhamento à Unesco do processo de concessão

do título de Patrimônio Cultural da Humanidade.






O título de Patrimônio da Humanidade foi concedido pela

Unesco em 1982, depois de uma luta iniciada pela Prefeitura

em 1978, com o apoio de personalidades como o embaixador

olindense Holanda Cavalcanti, o então ministro Eduardo

Portela, além de Aloísio Magalhães.

Com esse título, Olinda inscreveu-se na lista de monumentos

mundiais e figura ao lado de bens da humanidade como a

Catedral de Notre-Dame, em Paris, o sítio arqueológico de

Nemrut Dag, na Turquia, o Parque Nacional do Serengeti, na

África, e a Cidade do Vaticano, entre outros 400

monumentos em todo o mundo.


Cidade Ecológica - Decreto municipal n° 023,

de 29 de junho de 1982


O título foi conferido a Olinda pelo então prefeito

Germano Coelho, tendo em vista as várias áreas

verdes existentes na cidade, tais como o Horto d’ El Rey,

um dos primeiros jardins botânicos do país; o bosque de

coqueiros, situado na entrada da cidade, com mais de dez mil

mudas; a Mata de Passarinho, além de outros sítios de

preservação do verde. O dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis,

patrono da ecologia, é dedicado à comemoração do

título e à exaltação ao coqueiro.








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